out
28
Postado em 28-10-2008
Arquivado em (Artigos) por assismiranda


Por Márcio Assis Miranda

O ASP.NET é uma parte importante do Framework .NET. Por ser somente uma parte, é interessante entender o restante do Framework, pois, isso ajudará você a escrever as suas aplicações de uma maneira mais efetiva e prevenirá que você escreva novos códigos que já são implementados pelo Framework .NET.

O ASP.NET é usado para criar aplicações Web e Web Services que rodam sob o IIS (Internet Information Services). É interessante ressaltar que o ASP.NET não é a única forma de criar aplicações Web. Outras tecnologias também possibilitam que você crie este tipo de aplicação. O que torna o ASP.NET especial é o fato dele ser fortemente integrado com ferramentas de programação, acesso à dados e segurança.

O ASP.NET é parte do Framework .NET e é composto de diferentes componentes:
• Visual Studio .NET Web Development tools: Inclui ferramentas visuais para desenvolvimento de páginas Web, templates de aplicação e ferramentas de deployment;
• System.Web namespaces: Fazem parte do FrameWork .NET e incluem classes que tratam ítens específicos do mundo Web, tais como requisições HTTP, respostas (Responses), Browsers e E-mail;
• Server Controls e HTML Controls: Componentes visuais utilizados para obter informações e proporcionar respostas aos usuários da aplicação.

O ASP.NET também utiliza componentes de programação mais gerais. Eles não fazem parte do ASP.NET mas são ítens chave para a sua utilização:
• Microsoft Internet Information Services (IIS). Hospeda as aplicações Web.
• Visual Basic.NET, C# e linguagens de programação JScript. Estas três linguagens têm suporte integrado no Visual Studio.NET.
• FrameWork .NET: É um conjunto completo de classes. Incluem classes ASP.NET, propriamente ditas, bem como outras classes de acesso a arquivos, conversão de tipos, manipulação de arrays e strings e assim por diante.
• ADO.NET: Este componente fornece acesso ao Microsoft SQL Server e outros bancos de dados acessados via ODBC.
• Microsoft Application Center Test (ACT). Este componente do Visual Studio.NET fornece um meio automatizado para fazer testes de stress com a aplicação.

Motivos para adotar o ASP.NET
• O ASP.NET tem muitas vantagens em relação a outras plataformas de desenvolvimento Web. Provavelmente a vantagem mais significativa seja a sua integração com os servidores Windows e ferramentas de programação. Com ASP.NET as aplicações são criadas, depuradas e entregues (deployment) de uma maneira muito simples. Simplesmente porque estas tarefas são feitas dentro de um mesmo ambiente – o Visual Studio.NET;
• A Aplicação Web é compilada. Isto significa que ela será executada mais rápido do que linguagens interpretadas;
• Atualização on-the-fly, sem a necessidade de restart do servidor;
• Acesso ao Framework .NET, que extende a API do Windows;
• Uso das conhecidas linguagens de programação C#, Visual Basic, com suporte total à programação orientada à objetos;
• Gerenciamento automático de estado para controles da página Web. Esses controles acabam se comportando de uma maneira muito próxima aos controles Windows;
• Possibilidade de criação de novos controles derivados de controles existentes;
• Segurança através do Servidor Windows ou através de outros métodos de autenticação;
• Integração com o ADO.NET para acesso ao banco de dados e ferramentas de design de banco, tudo isso acoplado ao Visual Studio.NET;
• Cache de páginas freqüentemente requisitadas;
• Suporte completo à XML, cascading style sheets (CSS) e outros padrões de desenvolvimento Web;
• Fácil utilização para diferentes culturas e linguagens;
• Detecção automática das capacidades do Browser;
• Produtividade em relação a tecnologias como ASP e PHP são enormes.

Por ser uma nova tecnologia, a plataforma .NET inclui uma série de novos termos. Os mais comuns estão listados abaixo:

CLR – Sigla de Common Language Runtime. Base comum a todas as linguagens escritas para a plataforma. O CLR é o ambiente que gerencia a execução de código escrito em qualquer linguagem. O CLR faz parte do Framework .NET.

FRAMEWORK .NET – É a estrutura da plataforma .NET para construir, instalar e rodar qualquer aplicação, seja ela desenvolvida para desktop ou internet. Para executar qualquer programa .NET é preciso ter o framework instalado.

IDE – Ambiente integrado de desenvolvimento (Integrated Development Environment) do Visual Studio .NET. Diferentes linguagens usam o mesmo ambiente para desenvolvimento (editor de código, depurador) e compilam executáveis na linguagem MSIL. Além das linguagens nativas suportadas existem pelo menos outras vinte que foram portadas para este ambiente (Perl, Cobol, Pascal, etc).

MSIL – Microsoft Intermediate Language. Toda aplicação .NET compilada é convertida para uma linguagem intermediária, a MSIL. Ela é um conjunto de instruções independentes de CPU. Na hora da execução do programa, um novo compilador chamado Just-in-time Compiler (JIT), converte o MSIL para código nativo, específico para o processador da máquina.

MANAGED CODE - Código gerenciado pelo framework .NET. Tarefas como alocação de memória e garbage collector são gerenciadas
automaticamente pelo ambiente. Das linguagens nativas apenas o C++ produz código não gerenciado (Unmanaged Code).

SOAP – Sigla de Simple Object Access Protocol. O SOAP é um padrão aberto baseado em XML e gerenciado pelo W3C para a
transferência de dados entre aplicações. Pode ser usado em conjunto com vários outros protocolos comuns da internet.

UDDI – Sigla de Universal Description, Discovery and Integration. Funciona como uma espécie de páginas amarelas para Web
Services. Na UDDI, empresas podem expor seus serviços para que outras pessoas possam utilizá-lo.

XML – Sigla de Extensible Markup Language. O XML é uma linguagem baseada em tags, semelhante ao HTML. Sua principal característica é a extensibilidade. Quem cria um documento XML pode introduzir tags personalizadas, que podem ser explicadas em um documento XSD anexo.

XSD – Sigla de Schema Definition. Documento associado a um documento XML utilizado para descrever e validar os dados do documento XML. Documentos XSDs aceitam dados de diferentes tipos, como números, data e moeda.

XML Web Service – Blocos fundamentais para a criação do modelo de computação distribuída na internet. Um Web Service é uma porção de código localizada num servidor web e pode ser utilizada por uma aplicação qualquer.

WSDL – Sigla de Web Service Description Language. A Linguagem WSDL define regras baseadas em XML para descrever os Web Services. A WSDL é padroniza da pelo órgão gestor W3C.

Entendendo melhor trabalha uma aplicação WEB

A internet trabalha no modelo cliente/servidor. Dois computadores trabalham juntos, enviando as informações de um lado para outro, para realizar uma tarefa. O cenário mais comum é a comunicação entre um servidor (computador que armazena informações) e um cliente (computador que quer as informações).

O computador cliente envia uma solicitação de informações ao computador servidor. O servidor então responde ao cliente com as informações que lhe foram solicitadas. Chamando-se assim de modelo de solicitação resposta, é a parte interessante do modelo cliente/servidor. Um servidor web é um computador que armazena informações sobre um site da web – suas paginas em HTML, imagens, css, javascript etc. O cliente é o visitante do site da web (navegador do visitante).

Embora, essa seja uma maneira interessante de se comunicar e distribuir as informações, ela é relativamente simples e estática. Esse modelo não pode fornecer nenhuma informação ou processamento dinâmico. O servidor simplesmente espera que alguém solicite informações e então retorna os dados, já que estão armazenados no HD (Disco rígido), sem realmente ver o que esta enviando.

Uma solicitação estática geralmente segue estes quatro passos:

1. O cliente (navegador da web) localiza um servidor da web por URL (www.devmedia.com.br)
2. O cliente solicita uma pagina (como default.asp)
3. O servidor envia o documento solicitado
4. O cliente recebe o documento e o exibe
Uma vez recebido as informações, o processo esta concluído. O servidor não tem nenhuma idéia do que esta acontecendo com o cliente. Sendo que o servidor e o cliente são dois computadores separados, se comunicando somente durante o processo de solicitação/resposta, uma vez entregue a pagina, o servidor não se preocupa com o que acontece.

Em outro cenário, iremos ter o processamento do servidor, onde o mesmo examina o que será enviado antes de enviar e pode receber ordens do cliente. O servidor pode retornar dados dinâmicos, como dados de bando de dados, sendo qualquer informação que o cliente solicite.

Uma solicitação desta forma será modificada, adicionando mais um passo, em relação à anterior vista:
1. O cliente (navegador da web) localiza um servidor da web por URL (www.concatenar.com);
2. O cliente solicita uma pagina (como default.asp);
3. O servidor examina o arquivo solicitado e processa qualquer código que ele contenha;
4. O servidor traduz os resultados do processamento para HTML (se necessário, sendo que o ASP.NET fará este trabalho), e envia o documento solicitado para o cliente;
5. O cliente recebe o documento e o exibe;

Sendo assim, o processo é encerrado, e o cliente recebe a pagina. O servidor não tem a mínima idéia do que o cliente está fazendo, a menos que este faca outra solicitação.

A diferença ASP.NET

Existe outro modo de comunicação entre servidores e clientes, conhecido como modelo baseado em evento. O servidor espera algo acontecer no cliente, quando acontece, o servidor toma medidas para realizar alguma funcionalidade. Um servidor web não sabe o que o cliente esta pensando, mas pode responder a ações. Como se enviar alguma mensagem em caixa de texto o servidor respondera, se clicar em alguma imagem, o servidor responde. Esse modelo é muito mais fácil para construir um aplicativo que utilize em cenário de solicitação/resposta. O ASP.NET trabalha dessa maneira – detecta ações e as responde.

Processamento no cliente

O processamento ocorre do lado do cliente, quando executado algum código de programação em uma pagina HTML, que o cliente possa entender, executando simplesmente código HTML, como Javascript.
Se conhecer o script do lado do cliente ou o JavaScript, isso pode parecer familiar. Quando o navegador recebe essa pagina, considera tudo como HTML. As tags <!–
denotam uma parte da pagina que contém comandos, conhecidos como script, para o cliente. Desta forma, teremos dois lugares para executar o código: no servidor, em que tudo retorna ao cliente com HTML, e no cliente, onde essas duas localizações de código são distintas uma não pode interagir com a outra.

Como o ASP.NET faz essa união

O script do lado do cliente não pode interagir com o código do lado do servidor, mas o ASP.NET limita esse problema. A única maneira de o cliente comunicar-se com o servidor são durante uma solicitação. Ao utilizar o script do lado do cliente, o ASP.NET irá fornecer informações sobre o que o cliente está fazendo durante as solicitações. Ele tem uma rede de Scripts que o utilizado do lado do cliente, sempre que algo acontece com o cliente, um script do lado do cliente será executado e enviará informações para o servidor, assim como submeter um formulário, onde serão enviadas informações para um servidor. O navegador é simplesmente um desconhecido, exibindo HTML, assim os scripts do lado do cliente não podem exatamente interagir com o lado do servidor, mas podem transmitir mensagem por meio de postagem para o servidor.

Espero ter ajudado e até o próximo artigo.

out
01
Postado em 01-10-2008
Arquivado em (Artigos, Dicas) por balbino

Um problema que muitos já devem ter enfretado é a utilização da tag c:forEach junto com com o facelets, o que acontece é que a lista simplesmente não é percorrida e o comando forEach não é interpretado.

Na verdade isto ocorre devido ao ciclo de execução do Facelets, onde todas as tags JSTL junto com o Facelets são executadas durante a restauração da view, ou seja antes do processamento das ações.

As tags JSP e JSTL funcionam em fase de buildtime, elas devem ser usadas para construir a árvore de componentes e não para renderizar (X)HTML. Os componentes do facelets é que são responsáveis por renderizar código (X)HTML na fase de rendertime.

Para resolver este problema, o facelets a partir da versão 1.1 conta uma Tag Library que serve exatamente para percorrer coleções, a tag tendo a mesma funcionalidade da tag .

Veja um exemplo de uso da tag

1
2
3
     <ui:repeat value="#{visualizaCurriculo.experiencias}" var="item">	
           <h:outputText value="#{item.cargo}"/>
     </ui:repeat>
set
19
Postado em 19-09-2008
Arquivado em (Reportagens) por balbino


A operadora Vivo inicia a venda do iPhone 3G no Brasil na próxima sexta-feira, dia 26. Os aparelhos da Apple serão primeiramente oferecidos para clientes da Vivo. A operadora organizou uma lista de reserva do iPhone 3G, com clientes que usam bastante a rede de dados e confirmaram interesse pelo aparelho.

A estréia do iPhone ocorre dias após a Vivo liberar comercialmente sua rede WCDMA/HSPA, padrão 3G usado pelos aparelhos da Apple. A rede móvel HSPA da Vivo está funcionando em 45 municípios do Brasil.

A Operadora ainda não divulgou os preços, mas especula-se que o mesmo deva variar entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, dependendo do plano de dados escolhido pelo usuário.

Fonte: Plantão Info
Technorati Profile